O Instituto de Educação Especial Diomício Freitas promove na próxima segunda-feira (21) uma ação de conscientização sobre a pessoa com deficiência no centro de Criciúma. A atividade será realizada a partir das 14h, na Praça Nereu Ramos e na Praça do Congresso, e contará com a participação de alunos e profissionais da instituição.

Durante a ação, os alunos irão conversar com a população e distribuir materiais informativos sobre os cordões de identificação utilizados por pessoas com deficiência. O trabalho terá como foco o cordão de girassol, relacionado às doenças ocultas, e o cordão com símbolo de quebra-cabeça, utilizado para identificação do autismo.

A iniciativa ocorre por conta do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. O objetivo é levar informações para a comunidade e ampliar a compreensão sobre os símbolos e as necessidades das pessoas que os utilizam.

Segundo a diretora do instituto, Simone Bernardo, os próprios alunos participarão das conversas com o público para explicar o significado dos cordões e compartilhar a importância que eles têm em suas vidas. “A sociedade, a partir do momento em que consegue entender, quando olha a presença do cordão, olha com mais empatia, porque sabe que ali tem uma necessidade”, comenta.

A atividade também busca aproximar os alunos da comunidade e levar para os espaços públicos um tema que já faz parte da rotina da instituição. Para a diretora, sair dos muros do instituto é uma forma de fazer com que a população tenha contato com a realidade das pessoas com deficiência e compreenda melhor suas necessidades.

O trabalho desenvolvido pelo instituto também contribui para que os alunos conheçam seus direitos e desenvolvam sua autonomia.  “Eu não sabia dos direitos que tinha sobre o cordão. Com o uso, eu descobri que a gente tem benefícios em vários locais que frequenta, como no cinema”, explica Soares. 

Trabalho desenvolvido pelo Instituto

O Instituto de Educação Especial Diomício Freitas é uma instituição sem fins lucrativos que atende jovens e adultos a partir dos 14 anos, podendo receber novos alunos até os 35 anos. O trabalho é voltado à preparação para a inserção no mercado de trabalho de pessoas com deficiência intelectual leve a moderada ou autismo nível 1 de suporte.

O processo começa na turma de iniciação para o trabalho, com atividades voltadas à identidade pessoal, reconhecimento de habilidades e potencialidades. Depois, os alunos passam pela pré-qualificação, etapa em que desenvolvem conhecimentos relacionados à elaboração de currículo, entrevistas de emprego, comportamento no ambiente profissional e trabalho em equipe.

Além da preparação profissional, os alunos participam de atividades como educação física, informática e artesanato. Para o aluno Vinicius Soares, a prática esportiva está entre as atividades de que mais gosta. “Eu me divirto bastante. Gosto de jogar os jogos que os professores dão, como vôlei, futebol e outros esportes”, conta. 

A instituição também mantém o acompanhamento dos alunos após a inserção no mercado de trabalho. A psicóloga pode acompanhá-los nas entrevistas e nas empresas, enquanto a assistente social atua junto às famílias quando necessário.