Tem algo que ninguém precisou ensinar a elas: o amor pelo futebol. Por décadas, o futebol brasileiro tratou a mulher como alguém que podia torcer, mas não jogar. Que podia admirar, mas não decidir. Que podia estar nas arquibancadas, mas dificilmente atrás de uma mesa, ou no centro do campo com um apito na mão.
Hoje, em Criciúma, seis mulheres mostram que o futebol tem nome de mulher. São histórias e trajetórias diferentes, mas com algo em comum: nenhuma delas esperou que o esporte abrisse espaço para recebê-las.
O amor que começou nas arquibancadas
Gislaine Vitorette, de 21 anos, é estudante de arquitetura e divide o amor entre os prédios e o futebol, que faz parte da sua vida desde a infância. Ao lado do pai, ela sempre viveu as emoções dos gramados, frequentando o estádio em praticamente todos os jogos do seu time do coração: o Criciúma Esporte Clube.
Ainda criança, trocava os ensaios de dança pelo futsal no ginásio, esporte que praticou até 2018. Hoje, ela define o futebol como parte da própria identidade. “Mais do que um esporte, o futebol representa união e felicidade”, afirma.

A torcedora acompanha notícias diariamente, frequenta jogos ao lado da família e dos amigos e vê o esporte como algo que criou memórias importantes em sua vida. Entre elas, o acesso do Criciúma à Série A, em 2023, que define como o jogo mais marcante que já viveu. Ela lembra da emoção da partida, dos três gols e da comemoração no gramado após o apito final.
Gislaine afirma que procura acompanhar, dentro do possível, as Meninas Carvoeiras pelas redes sociais e transmissões dos jogos. Para ela, o futebol feminino ainda recebe menos visibilidade. “Existem jogadoras de altíssimo nível, mas ainda falta reconhecimento, investimento e valorização”, destaca.
Ela relembra a época em que competia.“Dentro das quadras, enquanto jogava, acredito que essa realidade era mais perceptível. De uma forma sucinta, os julgamentos existiam, justamente por causa da visão muito masculina sobre o esporte”, conclui.

Apesar dos julgamentos negativos, algumas mudanças vêm acontecendo e nem tudo está perdido. Em Criciúma, se sente tranquila na função de torcedora e define o estádio da cidade como um ambiente familiar, marcado pelo respeito e pelo sentimento de pertencimento.
“A torcida do Criciúma recebe diversos elogios de canais de comunicação, sendo frequentemente vista como exemplo para outras torcidas, principalmente pelo apoio ao clube, pela organização e pelo respeito dentro do ambiente esportivo”, pontua.
Mulheres no futebol em números
Dados mostram que as mulheres já representam uma parcela significativa das torcidas e ocupam cada vez mais espaços no esporte. O infográfico abaixo reúne números que ajudam a entender como as mulheres vêm transformando o futebol.

A voz que escolheu o campo
No futebol, conquistar espaço sendo mulher exige mais do que talento. Exige persistência. Manu Silva, jornalista e setorista do Criciúma Esporte Clube, cresceu como torcedora, transformou a paixão em profissão e hoje companha de perto o ambiente futebolístico.
Manu contou que o primeiro contato com o jornalismo esportivo aconteceu em 2022. “Comecei cobrindo aqui as torcidas do Criciúma na Série B do Brasileiro. Logo em seguida, era o ano que o time estava na Série B do Catarinense junto com o Caravaggio, a gente trabalhava em uma rádio que era aqui do sul, cobria os dois times, e eu passei a ser setorista do Caravaggio. Foi minha primeira experiência sendo uma setorista”, relembra.

Após essa experiência, a jornalista passou a acompanhar os adversários do Criciúma e produzir conteúdos para as redes sociais. No fim de 2023, recebeu o convite para atuar na NSC TV como setorista do Tigre. Desde então, consolidou sua atuação na cobertura esportiva do Criciúma para a TV, GE.globo e demais plataformas.
Nesse cenário, as mulheres ainda enfrentam dificuldades e preconceitos quando fazem parte deste mercado. No caso da Manu, nenhuma situação do tipo aconteceu em sua trajetória até o momento. Porém, isso não significa que essa realidade esteja completamente extinta, mas sim muda de local para local. Para quem ainda está no começo e tem medo de não conseguir, a Manu tem um recado:
Mulheres conquistam espaço no futebol, mas desafios ainda persistem
À frente das Meninas Carvoeiras do Criciúma Esporte Clube, a diretora executiva Giordana Mariano transformou a paixão pelo esporte, cultivada desde a infância, em profissão. Em meio à rotina do futebol feminino, ela acompanha de perto os desafios enfrentados pelas mulheres dentro dos clubes, como a falta de investimento, o preconceito e a busca constante por reconhecimento.
A criação do cargo voltado ao futebol feminino surgiu durante a gestão do presidente Vilmar Guedes, quando o clube percebeu a necessidade de ter uma representação específica para a modalidade. A ideia foi inspirada em experiências observadas em outros times que já contavam com mulheres participando ativamente da gestão esportiva.
A ligação com o esporte começou muito antes da diretoria. “Sempre gostei de esportes desde criança. No CEDUP eu participava bastante das atividades esportivas e isso sempre fez parte da minha vida”, relembra. Mais tarde, durante a graduação em medicina, ela continuou jogando futebol e passou a conviver com atletas que já atuavam profissionalmente.
Hoje, acompanhando o crescimento das Meninas Carvoeiras, Giordana acredita que o futebol feminino ainda enfrenta barreiras estruturais difíceis de superar. “O futebol feminino vive um ciclo complicado. Pouco investimento gera pouca divulgação, pouco consumo e campeonatos sem valorização”, afirma. Essa realidade afeta diretamente a evolução técnica das equipes e também a remuneração das atletas.
A diretora destaca que a presença de mulheres em cargos de liderança ainda é pequena dentro do ambiente esportivo. “Basta andar pelo clube para perceber que ainda existem poucos rostos femininos trabalhando ali”, comenta.

Mesmo assim, a mudança já começou. “A transformação acontece aos poucos, quando as pessoas entendem que o futebol cresce mais quando existe diversidade”, pontua.
Ao longo da carreira, Giordana também precisou lidar com episódios de preconceito. Situações machistas ainda fazem parte da rotina de muitas mulheres no esporte. “Quando acontece, eu tento não silenciar e não concordar com a situação. Acho importante se posicionar”, explica.
Apesar das dificuldades, ela procura não carregar os ataques para o lado pessoal. “Se a gente absorver tudo emocionalmente, acaba ficando muito pesado, quando presenciei casos assim, procurei apoiar as mulheres envolvidas da melhor forma possível”, conta.
Tornar o ambiente esportivo mais acolhedor é fundamental para incentivar novas mulheres a seguirem carreira no futebol. “Não é uma disputa entre homens e mulheres. É sobre pessoas querendo fazer o futebol evoluir para todos”, destaca.
Ao falar sobre o futuro da modalidade, a diretora demonstra otimismo e reforça a importância da persistência para quem sonha em trabalhar no esporte. “Vá à luta, você pode fazer qualquer coisa, o caminho não é fácil, exige dedicação e muita paciência, mas quando você conquista seu espaço vai ter valido cada gota de suor ou de lágrimas”, completa.
Apito e chuteira
O futebol pode ser vivido de muitas formas. Nathália Garcia, de 15 anos, vive dentro das quatro linhas. Jaqueline Blasius, de 37, o controla com um apito. Caminhos diferentes, mas com algo em comum: nenhuma das duas esperou o esporte estar pronto para recebê-las.
Nathália é lateral direita e ponta das Meninas Carvoeiras, time feminino do Criciúma Esporte Clube. Ela começou há nove anos em Maringá, no Paraná, jogando futsal nas aulas de Educação Física, muitas vezes a única menina entre os meninos.
“Na minha cidade não tinha muito futebol feminino. Então eu jogava futsal junto com os meninos, eu era a única menina no meio deles. Essa foi a maior dificuldade, porque querendo ou não, eles são mais fortes e é bem mais complicado de acompanhar e também tem o preconceito dentro disso. Então foi algo que me ensinou muita coisa”, compartilha a jogadora.
A trajetória rendeu frutos. Em 2025, foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-15 e conquistou o título da Conmebol Liga Evolución, superando a Argentina por 4 a 2. “Foi algo que eu fiquei muito feliz e eu sei que foi mérito meu”, expressa.

Para ela, o espaço das mulheres no futebol cresce, mesmo que o preconceito ainda esteja presente, às vezes disfarçado. A atleta conta que não se inspira em ninguém em específico, mas que Marta, jogadora brasileira conhecida como Rainha do Futebol, foi e ainda é motivação para muitas jovens que entram no esporte.
“Não tenho uma inspiração no futebol, acho que é algo comigo mesma. Mas claro que eu admiro a Marta, e sei que o que ela fez com certeza incentiva meninas até hoje. A trajetória dela é incrível. Tudo que a gente faz hoje em dia, querendo ou não tem um peso dela. Lutamos por esse espaço e ela também lutou e abriu as portas para nós termos o que temos hoje”, evidencia a lateral direita.
Movimentando sonhos e vidas, o futebol feminino faz parte de muitas histórias e desempenha um papel essencial dentro do esporte e da sociedade. Segundo uma pesquisa realizada pela Globo, a audiência da modalidade subiu 15% na TV em 2025. O que mostra que esse esporte vem se enraizando cada vez na sociedade.
Dentro do mundo do esporte, existem várias opções de áreas que podem ser seguidas profissionalmente, além de ser atleta em si. Esse é o caso de Jaqueline Blasius, de 37 anos. Ela iniciou como jogadora, mas já passou por alguns espaços, trabalhando como gandula e como árbitra, sua atual ocupação.
“Fiz a faculdade toda com bolsa atleta, pois eu jogava pela Unesc. Então, participei de vários campeonatos, até da Copa do Brasil. Depois fui gandula do Criciúma por quatro anos. Quando você entra na arbitragem, precisa tomar uma decisão, pois não pode ser atleta e árbitra. Dessa forma, optei por parar e também pois tinha uma lesão no joelho”, compartilha a profissional.

Como gandula, viveu de perto a intensidade do futebol profissional, os elogios e os xingamentos. “Ao mesmo tempo que recebia elogios, você ganhava xingão da equipe em campo. ‘Rola essa bola mais rápido!’. Então às vezes a gente acha que é só o árbitro que é xingado, mas os gandulas também são!”, conta.
Em 2026, como árbitra, ela já acumula participações em 26 partidas de competições como o Brasileiro Feminino A3, Copa do Brasil Feminina e Liga de Desenvolvimento. Para trabalhar em jogos masculinos, precisa cumprir os mesmos testes físicos exigidos dos homens.
“Hoje estamos ganhando mais espaço, tanto pelo aprendizado quanto nos estudos e nos treinamentos físicos. Por exemplo, quando quero trabalhar em um jogo masculino, preciso fazer o teste em índice masculino. Para poder aguentar essa pressão. Além disso, faço acompanhamento com psicóloga também, para me impor mais em campo”, compartilha.
O espaço que ocupa hoje é muito importante e fruto de muito trabalho e esforço. “Não é todo mundo que consegue entrar na CBF. Para o próximo nível, que é a FIFA, é mais difícil ainda. Você precisa ser bem condicionado, em cada jogo seu tem um avaliador e ele vai dizer se você deu um cartão errado ou se não foi pênalti. E assim você vai subindo o nível”, revela Jaqueline.
O recado das duas, cada uma à sua maneira, é o mesmo: persistência. “O recado que eu deixo para as meninas que querem jogar é que elas se esforcem. Que acreditem em si mesmas porque ninguém vai acreditar em você se você mesma não acredita. Então dê o seu máximo”, diz Nathália.
“Sempre digo para correr atrás dos sonhos, não é fácil essa carreira, mas a gente ama o que faz. Até porque se não amasse, a gente não estaria no topo. Porque esse ambiente ainda é bem machista”, completa Jaqueline.
Do rádio dos irmãos ao campo
Em 2003, quando Michele Picolo chegou ao Portal do Tigre, o site do Criciúma Esporte Clube era um dos poucos canais de informação para os torcedores espalhados pelo Brasil. A internet ainda dava os primeiros passos. E ela, recém-formada em Jornalismo, entrou naquele espaço com a certeza que sabia o que estava fazendo ali.

Michele cresceu ouvindo futebol. Filha mais nova de seis irmãos, os mais velhos colocavam no rádio para tocar, debatiam partidas e, mesmo sem imaginar, alimentavam o repertório dela. Ela queria Artes Cênicas mas a vida às vezes tem seus próprios caminhos, então Michele encontrou o Jornalismo e o esporte foi um destino natural.
Dentro do clube
De 2003 a 2008, Michele foi uma das poucas mulheres a cobrir diariamente o Criciúma. Acompanhou o título catarinense de 2005 em Ibirama, esteve no Maracanã na partida entre Criciúma e Flamengo em 2004 e participou do programa de rádio Futebol entre Elas, além de colaborar em programas de TV e escrever para a revista A Bola.
Uma das passagens mais marcantes veio de um convite inusitado: representar o Criciúma em uma reportagem da revista Playboy sobre o Campeonato Brasileiro de 2004, que buscava mulheres para representar os clubes da Série A.

O ambiente era majoritariamente masculino e ela sabia disso. O desafio não era escondido, mas também não era motivo para ter receio ou recuar. “O principal desafio foi mostrar que eu estava naquele espaço por competência e interesse profissional, e que aquele ambiente também podia ser ocupado por uma mulher”, relembra.
A resposta para esse desafio foi construída no dia a dia, com consistência. Michele enfatiza: “Procurei lidar com profissionalismo, mostrando conhecimento e postura, o que foi fundamental para conquistar respeito ao longo do tempo”, pontua.
Preconceito velado
Ao longo da trajetória, Michele enfrentou situações que, mesmo sem confronto direto, deixavam claro que sua presença ali precisava ser justificada. “Sim, em alguns momentos houve situações de preconceito velado, principalmente por ser mulher em um ambiente predominantemente masculino” , relembra.
Sobre o espaço das mulheres no futebol atualmente, ela vê evolução mas sem romantizar: “Em comparação com 20 anos atrás, hoje vivemos uma realidade bem diferente, especialmente dentro do futebol, com mais presença e reconhecimento. Mas ainda acredito que lidamos com preconceitos e algumas barreiras que precisam ser desconstruídas”, reconhece.
Hoje, 16 anos depois de deixar o dia a dia do esporte, Michele trabalha como gestora de comunicação no Bairro da Juventude. O futebol ficou como memória afetiva e profissional, mas o olhar que o jornalismo esportivo desenvolveu nela segue presente.
“O jornalismo me colocou em uma posição de observar pessoas e realidades. Essa conexão com a questão social é algo que me orienta até hoje dentro da minha profissão”, reflete.

Se Michele mostrou que era possível, Fabiana mostra que virou realidade
Tem uma sala no Centro de Treinamento do Criciúma Esporte Clube que os meninos conhecem de cor. Não é o vestiário, não é a academia. É a sala da Fabi. Fabiana Iraci de Souza é assistente social do Criciúma desde de 2019 e acumula dez anos de carreira.
No papel, cuida do desenvolvimento dos atletas da base. Na prática, é a pessoa que segura a mão de um menino de 12 anos quando a saudade aperta, que atende mães às 4 da manhã porque é o único horário livre no metrô de São Paulo, que percebe quando alguém está com a cabeça baixa antes mesmo de perguntar.

Longe de casa, perto da Fabi
A rotina dentro do CT é intensa. Cinco refeições por dia, treinos, academia, escola, mas para a Fabi, o futebol nunca pode ser maior do que a vida. Ela repete isso todos os dias: estudar, estudar, estudar e depois futebol. Porque se a bola um dia parar de rolar, a vida continua e eles precisam estar prontos para isso.
Os meninos vêm de todas as partes do Brasil. Alguns têm 12, 13 anos. “Temos desafios como a falta da mãe, o distanciamento da família, esse amor materno e paterno que eles sentem falta. Isso que tentamos conciliar” comenta a assistente social.
Ela conhece cada um pelo olhar. Sabe quando algo está errado, mesmo sem ninguém falar nada. “Tem alguns deles que sentam no sofá e dizem assim, só queria te dar boa tarde ou bom dia. Então eu sei que tem alguma coisa de errado. Aí vai a conversa, vai o acolhimento, vai o porquê que está acontecendo”, conta.
O vídeo é simples mas diz tudo. Meninos longe de casa, com saudade e ela ali do lado, segurando o momento junto com eles.
O que os meninos dizem
Quatro atletas da base falaram sobre o que a Fabiana representa dentro do CT. Luis Felipe Forlin, Phietro Felipe Inacio Felix, Gabriel Ramos Lordelo e Matteus Galiano Fonseca cresceram em cidades diferentes, chegaram ao Criciúma em momentos diferentes mas quando o assunto é a Fabi, a resposta é a mesma.
Ser mulher nesse espaço
Fabiana chegou ao futebol por convite. Antes, trabalhava em hospital e já sabia lidar com pessoas. Encontrou um mundo novo. Um ambiente majoritariamente masculino que, segundo ela, ganhou muito com a presença feminina.
“É um local 98% homens, mas a mulher faz toda a diferença. Esse olhar mais sensível, mais carinhoso, mais dedicado, um aconchego de mãe mesmo”, destaca.
Fora do clube, ao longo da carreira, o preconceito apareceu em palavras, em dúvidas sobre sua competência. “Já estive em perícias, situações em que alguém dizia ‘ah, é uma mulher que vai fazer’. Não em agressão, mas em palavras que não deixam de ser uma agressão. No clube, não. Aqui, não”, revela.
Todo mundo ganha, todo mundo perde
Tem um bordão que os meninos já decoraram. Quando a frustração bate depois de uma derrota, de um erro em campo, de uma nota baixa na escola, a Fabi tem uma frase pronta: “Todo mundo ganha, todo mundo perde” .

O maior desafio que ela carrega não é burocrático, é humano. “Quando chega um atleta e diz assim pra mim, Fabi, eu vou almoçar, mas a minha irmã lá em casa não tem o que comer. Isso é um dos grandes desafios, a vulnerabilidade que essas crianças têm no dia a dia”, compartilha.
Para fechar a reportagem, nada melhor do que a própria Fabiana. Em vídeo, com as palavras que ela escolheu para deixar para as mulheres que vêm depois dela:
O futebol feminino brasileiro não foi construído por acaso. Foram mulheres dentro e fora de campo que ocuparam espaços e abriram portas. Conheça alguns desses rostos.
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E o maior palco dessa conquista está marcado no calendário. Em 2027, o Brasil vai sediar pela primeira vez na América do Sul uma Copa do Mundo Feminina e oito cidades já estão prontas para receber o mundo.
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Reportagem produzida pelas acadêmicas do curso de Jornalismo da UniSATC: Emanuela Teixeira, Fernanda de Almeida, Julia Maia e Suelen Santos.
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