O CyberSATC 2026 reuniu especialistas, estudantes e empresas para debater os desafios da segurança digital diante das transformações tecnológicas e do avanço da inteligência artificial. O evento abordou temas como riscos cibernéticos, continuidade de negócios, roubo de credenciais e proteção de dados. Também discutiu a formação profissional e as oportunidades de carreira na área de cibersegurança. A programação destacou a importância estratégica da segurança da informação para empresas e profissionais.
- Riscos cibernéticos e proteção de infraestruturas críticas
- Impactos da inteligência artificial na segurança digital
- Continuidade de negócios em cenários de crise e desastres
- Segurança da informação e roubo de credenciais
- Formação profissional, certificações e carreira em cibersegurança
Ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados, inteligência artificial transformando operações e empresas diante do desafio de proteger dados e garantir continuidade em cenários críticos. Temas que fazem parte da realidade do mercado estiveram no centro das discussões do CyberSATC 2026, realizado pela SATC no AM Master Hall, em Criciúma.
O evento reuniu especialistas, profissionais da tecnologia, estudantes e representantes de empresas para discutir os impactos da segurança digital em diferentes setores. As mudanças que vêm redesenhando o cenário da cibersegurança no Brasil e no mundo também estiveram em pauta. Com programação gratuita, o CyberSATC 2026 contou com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
A programação no primeiro dia iniciou com a palestra do professor universitário, instrutor, empreendedor e especialista em Segurança Cibernética, Leonardo Lemes Fagundes. Ao abordar o tema “Riscos Cibernéticos & Infraestrutura Crítica”, o palestrante apresentou reflexões sobre vulnerabilidades que podem comprometer serviços essenciais e os impactos que ataques digitais podem gerar em estruturas estratégicas.
Na sequência, o CTO da NGXit, William Bianchi Tavares, trouxe ao público a palestra “Enchentes do RS: o colapso brutal de todos os pilares de continuidade do negócio”. A apresentação conectou tecnologia e gestão de crises ao analisar os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul e os desafios enfrentados pelas empresas para manter operações, comunicação e segurança de dados em meio ao colapso de infraestrutura.
Encerrando a primeira noite, o painel “Inteligência Artificial: Ameaça ou Oportunidade?” reuniu Anderson Farias, Leonardo Fagundes e William Tavares em uma discussão sobre os impactos da IA no cenário da segurança digital. O debate trouxe análises sobre automação, novas possibilidades tecnológicas e os riscos relacionados ao uso da inteligência artificial tanto para defesa quanto para ataques cibernéticos.
Segurança da informação e carreira
A transformação digital acelerou mudanças profundas no mercado e, com isso, a segurança da informação passou a ocupar um papel central dentro das organizações, exigindo profissionais preparados para lidar com ameaças cada vez mais complexas e um ambiente tecnológico em constante evolução.
Seguindo essa temática, a segunda noite do CyberSATC contou com a palestra do gerente sênior da Fortinet, Guilherme Guimarães, que falou sobre os desafios da segurança da informação. “O atacante está entrando no ambiente com a chave de casa, utilizando a credencial do usuário ou até mesmo do administrador. Hoje, há um roubo em números astronômicos de credenciais por meio de ferramentas como os stealer logs. Essas informações, obtidas tanto de máquinas corporativas quanto pessoais, acabam se tornando um combustível na Dark Web para a realização de invasões em empresas”, explica o palestrante.
Já o painel de discussão “Mercado e Carreira em Segurança da Informação”, contou com a participação do coordenador de Cibersegurança da SATC, Anderson Farias, Guilherme Guimarães e o palestrante internacional, Giuseppe Lamberto.
Para os especialistas, a construção de uma carreira sólida passa por uma formação estruturada. “A segurança da informação é uma área muito democrática, com uma vasta quantidade de materiais que podem apoiar e complementar o conhecimento dos profissionais, de acordo com a subárea em que desejam atuar. Os cursos livres ajudam nesse processo, mas, quando aliados a uma formação regular, como curso técnico ou graduação, o aprendizado se torna ainda mais sólido”, afirma Guimarães.
Já para Giuseppe Lamberto, as certificações na área complementam a formação acadêmica e a experiência prática. “O mercado valoriza muito as certificações, sejam elas pessoais ou corporativas. Em processos seletivos com muitos currículos, as certificações acabam funcionando como um diferencial. Porque demonstram o comprometimento do profissional em estudar temas específicos e buscar atualização constante”, destaca.
O CyberSATC 2026 também contou com uma agenda exclusiva voltada ao setor empresarial. Durante as tardes dos dois dias de evento, foram realizadas palestras e encontros restritos para empresas convidadas e selecionadas. A programação trouxe debates mais direcionados sobre segurança digital, proteção de dados e estratégias tecnológicas aplicadas ao ambiente corporativo.
Segundo o coordenador de Cibersegurança da SATC, Anderson Farias, o evento alcançou o objetivo de aproximar conhecimento técnico, mercado e tendências ligadas à segurança digital. “O CyberSATC proporcionou discussões atuais e muito relevantes para estudantes e profissionais da área. Os palestrantes abordaram temas que fazem parte da realidade das empresas e mostraram como a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão tecnológica para se tornar estratégica dentro das organizações”, ressalta.
Matéria escrita pelos jornalistas Filipe Gabriel e Eloise de Lima.

















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