O curso de Psicologia da UniSATC promoveu um bate-papo sobre saúde mental materna, reunindo especialistas, estudantes e comunidade para discutir os desafios da maternidade. O encontro destacou temas como depressão pós-parto, sobrecarga feminina e a importância do acolhimento durante a gestação e o puerpério. As especialistas reforçaram a necessidade de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além da conscientização sobre os sintomas e a busca por ajuda. A iniciativa também evidenciou o papel do ambiente acadêmico na formação de profissionais mais preparados e na ampliação do debate sobre saúde mental.

  • Saúde mental materna e desafios da maternidade
  • Diferença entre baby blues e depressão pós-parto
  • Sobrecarga feminina e culpa materna
  • Importância do acompanhamento psicológico e psiquiátrico
  • Papel da UniSATC e do meio acadêmico na conscientização sobre o tema

A saúde mental materna tem ganhado cada vez mais espaço nos debates na sociedade e na área da saúde, principalmente diante do aumento das discussões sobre sobrecarga feminina, depressão pós-parto e acolhimento às mulheres durante a maternidade. Com o objetivo de ampliar essa reflexão no meio acadêmico e contribuir para a conscientização sobre o tema, o curso de Psicologia da UniSATC promoveu um bate-papo sobre saúde mental materna, reunindo especialistas, estudantes e comunidade.

O encontro reforçou o papel do ambiente acadêmico na ampliação de debates ligados à saúde mental e ao cuidado coletivo. “A maternidade e a maternagem envolvem responsabilidade compartilhada, e não apenas o cuidado exclusivo da mãe. Costuma existir um discurso romantizado sobre esse período, mas também é marcada por desafios e atravessamentos. Ampliar debates sobre saúde mental materna ajuda a desmistificar construções passadas entre gerações e colocar a mulher no centro da atenção”, afirma a coordenadora do curso de Psicologia da UniSATC, Fernanda Zanette.

Entender a diferença entre baby blues e depressão pós-parto, reconhecer sintomas e buscar apoio especializado contribui para que a maternidade seja compreendida em diferentes aspectos. “Muitas mães sentem culpa em pedir ajuda por acreditarem que isso demonstra falta de amor pelo filho. Amor e esgotamento podem coexistir na maternidade”, destaca a médica psiquiatra, Milliane Rossafa.

O desenvolvimento dos filhos exige diferentes posturas ao longo das fases da vida, desde a gestação até a vida adulta. Por isso, a sobrecarga feminina e a crença histórica no autossacrifício ainda dificultam que muitas mulheres busquem ajuda. “Muitas mães sentem culpa por não conseguirem dar conta de tudo. Ainda existe resistência em relação ao uso de medicação durante a gestação e o puerpério. Por isso, o trabalho conjunto entre psiquiatria e psicologia é fundamental”, comenta a coordenadora.

Acompanhamento especializado

As mulheres com histórico psiquiátrico necessitam de acompanhamento mais atento desde a gestação, já que existe uma linha tênue entre alterações emocionais consideradas naturais desse período e um transtorno mental. Entre os sintomas mais comuns estão tristeza, desânimo, medo excessivo, insegurança intensa, irritabilidade, choro constante, excesso ou falta de cuidado com o bebê e descuido com a própria higiene pessoal.

Conforme a médica, alterações emocionais leves podem ocorrer nos primeiros 15 dias após o parto, mas sintomas intensos ou psicóticos exigem atenção imediata. “O tratamento da depressão pós-parto deve unir acompanhamento psiquiátrico e psicológico, considerando fatores emocionais, comportamentais e biológicos. O uso de medicação varia conforme cada caso, especialmente em situações de amamentação”, pontua.

Ao promover o debate, a instituição reforça a importância de discutir saúde mental no ambiente acadêmico. “Esse papel educacional de tratar desse tema, contribui para a formação de profissionais mais preparados. E também para a conscientização da sociedade sobre os desafios enfrentados pelas mulheres durante a maternidade”, ressalta Fernanda.