O Colégio SATC tem fortalecido o acolhimento emocional de crianças e adolescentes por meio da disciplina Pilares para a Vida, desenvolvida do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental. A iniciativa promove escuta, diálogo e acompanhamento próximo dos estudantes dentro da rotina escolar. Professores, coordenação e psicóloga escolar atuam de forma integrada para identificar demandas emocionais e orientar encaminhamentos. O trabalho contribui para o desenvolvimento pessoal, social e educacional dos alunos, fortalecendo vínculos e criando um ambiente seguro de apoio.

  • Acolhimento emocional no ambiente escolar
  • Disciplina Pilares para a Vida e desenvolvimento dos alunos
  • Escuta, observação e orientação pedagógica
  • Apoio psicológico e encaminhamento especializado
  • Construção de vínculos e fortalecimento das relações escolares

O ambiente escolar tem assumido um papel cada vez mais importante no acolhimento emocional de crianças e adolescentes. No Colégio SATC, a disciplina Pilares para a Vida, desenvolvida com estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, busca compreender as demandas emocionais dos alunos e contribuir para o desenvolvimento pessoal e educacional de cada um. A iniciativa promove momentos de escuta, diálogo e observação dentro da rotina escolar, permitindo que professores, coordenação e equipe de apoio acompanhem de forma mais próxima o comportamento e as necessidades dos estudantes.

A compreensão do estado emocional dos alunos influencia diretamente no processo de aprendizagem e nas relações construídas em sala de aula.

“Saber como os estudantes estão se sentindo emocionalmente faz total diferença nas aulas e em como vamos trabalhar e olhar para cada um. Então a escola consegue fazer isso, principalmente com a proposta de Pilares para a Vida. E dar essa abertura para o professor analisando o aluno individual, coletivo, porque a maneira como ele se comporta reflete diretamente no desenvolvimento desse adolescente”, destaca o professor de Pilares para a Vida, Bruno Teixeira da Encarnação.

A escola também tem percebido mudanças no perfil emocional dos estudantes e sinais de apoio podem aparecer dentro do ambiente escolar. “Estamos percebendo que os alunos estão vindo com um novo perfil e que muitas vezes chegam na escola com os próprios estímulos emocionais. E a disciplina de Pilares para a Vida vem justamente para ter esse olhar, de enxergar o que está acontecendo, levantar as possibilidades, entender o que os alunos trazem de demandas”, pontua a coordenadora do Ensino Fundamental Anos Finais, Sandra Marcon.

Orientação e escuta

Durante as atividades realizadas em sala, os professores observam comportamentos, interações e mudanças emocionais dos estudantes. A partir dessa percepção, a equipe pedagógica consegue orientar os encaminhamentos necessários.

A adolescência é um período importante para a formação emocional e da personalidade dos jovens. “Essa é uma idade em que a personalidade é mais formada, entre 12 e 17 anos. Se esses adolescentes forem abandonados emocionalmente, situações futuras poderão acarretar no desenvolvimento intelectual e social deles. Por isso, a escola tem feito esse papel de orientação e escuta”, comenta o professor.

As atividades da disciplina são planejadas em conjunto entre coordenação, professores e psicóloga escolar. “O acolhimento, quando identificada uma demanda, acontece por meio das atividades que o professor executa em sala de aula. Todas essas ações são planejadas e a partir daí avaliamos como será conduzida a orientação, as estratégias de acolhimento e qual foco desse encaminhamento individual do aluno”, afirma Sandra.

Para os estudantes, as atividades ajudam na construção de vínculos e no fortalecimento das relações dentro da escola. “As aulas de Pilares me ajudam porque o professor Bruno é muito legal. Ele faz a gente se sentir incluído nas aulas, além de promover dinâmicas para conhecermos nossas emoções. A cada nova atividade a gente se sente mais pertencente ao lugar que estamos”, comenta a aluna do 9º ano B, Isabela Rodrigues.

Apoio emocional

Além do acompanhamento em sala de aula, os estudantes também contam com apoio psicológico quando há necessidade de uma orientação mais específica.

Muitos alunos encontram na escola um espaço seguro de diálogo. “Os estudantes sempre se sentem acolhidos, porque conversamos e eles nos dizem que o professor escuta, dá vez de fala, o professor não tem julgamento, só escuta. Então vejo que isso é importante. Muitas vezes o aluno chega aqui e aqui é o primeiro lugar de fala dele”, ressalta a coordenadora.

A psicóloga educacional, Giovana Silvestri, explica que o atendimento é realizado de forma cuidadosa e respeitando o momento de cada estudante. “Depois que o professor identifica alguma demanda de apoio emocional, o aluno é encaminhado para o apoio psicológico. Esse olhar e esse trabalho vão iniciar sempre pela questão da escuta e do acolhimento desse aluno. O objetivo do contato não é apenas olhar para a dificuldade apresentada, mas compreender como esse aluno está lidando com as emoções, com as relações, com o contexto familiar, social e escolar”, explica.

Conforme as demandas, a escola realiza orientações às famílias e encaminhamentos especializados. “O psicólogo escolar busca fazer com que o aluno vá percebendo que ele não está sozinho. Que existe uma rede de apoio preparada para ajudá-lo no desenvolvimento emocional e educacional”, enfatiza Giovana.