A SATC apresentou os resultados de uma pesquisa sobre a recuperação de terras raras a partir da Drenagem Ácida de Mina durante o 7º Seminário Brasileiro de Terras Raras, no Rio de Janeiro. O projeto, desenvolvido em parceria com a UFSC e o Cetem e fomentado pela Fapesc, alcançou pureza superior a 90% na obtenção de óxidos de terras raras. A participação reforçou o potencial da pesquisa para transformar um passivo ambiental em fonte de minerais estratégicos.

  • Participação da SATC no 7º Seminário Brasileiro de Terras Raras;
  • Apresentação dos resultados do projeto de recuperação de terras raras;
  • Produção de óxidos de terras raras com pureza superior a 90%;
  • Parceria entre SATC, UFSC, CETEM e FAPESC;
  • Potencial da drenagem ácida de mina como fonte de minerais críticos.

A pesquisa desenvolvida pelo Centro Tecnológico da SATC para a obtenção de terras raras a partir da Drenagem Ácida de Mina (DAM) foi destaque no 7º Seminário Brasileiro de Terras Raras, realizado no Rio de Janeiro. O evento, promovido pelo Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), instituição vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), reuniu representantes de empresas do setor produtivo, em sua maioria multinacionais, além de instituições de ciência e tecnologia de todo o país.

A SATC apresentou os resultados do projeto fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o Cetem, que atua como coexecutora da iniciativa.

Durante a apresentação, foram divulgados os resultados alcançados ao longo da pesquisa. O projeto processou 140 metros cúbicos de drenagem ácida de mina, realizou a pré-concentração do material em escala piloto na SATC e o processamento também em escala piloto no Cetem. Como resultado, foram produzidos cerca de 70 gramas de óxidos de terras raras com pureza superior a 90%.

Para o pesquisador do Núcleo de Energia e Síntese de Produtos do Centro Tecnológico (CT) da SATC, Thiago Aquino, os números comprovam o potencial da tecnologia desenvolvida.

“Os resultados demonstram que é possível recuperar terras raras e minerais críticos a partir de fontes não convencionais, como a drenagem ácida de mina. Conseguimos alcançar pureza superior a 90% dos óxidos de terras raras, o que reforça a viabilidade técnica desse processo e abre novas perspectivas para o aproveitamento de um passivo ambiental como fonte de matérias-primas estratégicas”, destaca.

Além de apresentar os avanços científicos do projeto, a participação no seminário permitiu aproximar a pesquisa desenvolvida na SATC de empresas e instituições que atuam diretamente na cadeia dos minerais críticos.

“A presença da SATC em um evento desse porte fortalece a visibilidade do trabalho que estamos desenvolvendo e cria oportunidades para ampliar parcerias com instituições de pesquisa e com o setor produtivo. É um reconhecimento importante da qualidade dos resultados obtidos até aqui”, completa Aquino.

Também representaram a SATC no seminário as pesquisadoras do Núcleo de Energia e Síntese de Produtos do CT SATC, Beatriz Bonetti e Vanessa Viola.