O Colégio SATC desenvolve o projeto ‘Tchau, Fraldinha’ com as crianças do Infantil II. A proposta trabalha o desfralde de forma gradual, respeitando o tempo e os sinais de cada criança. O projeto envolve atividades lúdicas, rotina escolar, professores e participação das famílias. A iniciativa busca contribuir para o desenvolvimento da autonomia e para a percepção do próprio corpo.
- Projeto “Tchau, Fraldinha” com as crianças do Infantil II.
- Desfralde gradual, respeitando o tempo e os sinais de cada criança.
- Atividades lúdicas para abordar o processo de forma natural.
- Participação das famílias em parceria com a escola.
O processo de desfralde é uma etapa importante no desenvolvimento da criança e, na Educação Infantil do Colégio SATC, é trabalhado de forma gradual, respeitando os sinais apresentados por cada aluno. Com as crianças do Infantil II, a instituição iniciou o projeto ‘Tchau, Fraldinha’, que envolve atividades lúdicas, acompanhamento dos professores, participação das famílias e ações inseridas na rotina escolar.
Cada criança recebeu uma sacola com materiais relacionados ao projeto, incluindo um livro que aborda o desfralde de maneira lúdica e um brinquedo que incentiva o uso do vaso sanitário ou do penico. “Os primeiros sinais partem das crianças. Elas vão demonstrando que querem e, então, chamamos as famílias para conversar e saber se estão preparadas para iniciar. A partir disso, começamos juntos, escola e família”, explica a professora do Colégio SATC, Taís Agda da Rosa.
O projeto também faz parte da rotina diária em sala de aula. “As histórias e conversas ajudam as crianças a compreenderem o processo e a perceberem os sinais do próprio corpo. Neste primeiro momento, quatro alunas iniciaram o desfralde, enquanto os demais colegas são acompanhados para que o processo avance conforme demonstrarem interesse e segurança”, pontua Taís.
Desenvolvimento individual e coletivo
A equipe pedagógica também adaptou a rotina para criar oportunidades de contato com o banheiro de maneira natural.
A proposta busca evitar cobranças e transformar a experiência em uma parte da rotina escolar. “Todos os dias vamos conversar um pouco. Preparamos um momento em que todos irão ao banheiro, nem que seja para lavar as mãos, acompanhando os amigos. Assim, o processo acontece de forma leve e junto com a família”, destaca a professora.
Na perspectiva da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), experiências relacionadas ao cuidado, à autonomia e à percepção do próprio corpo estão presentes nos campos de experiências.
A aluna Aurora Maccarini Rodrigues, também participou do início do projeto e ficou animada ao levar para casa a sacola do ‘Tchau, Fraldinha’. “A prô mostrou o livro e vou levar pra mamãe ver também. Vou aprender a não usar mais fralda”, conta.
Para a professora, a participação dos responsáveis é fundamental para que a experiência tenha continuidade além do ambiente escolar. “A criança demonstra quando está pronta. Muitas vezes, a fralda não é retirada porque ela também representa uma segurança para a família. O processo exige tempo e dedicação de todos”, afirma.






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