SATC avança para a segunda fase de projeto desenvolvido em parceria com a Repsol Sinopec Brasil voltado à captura direta de CO₂ do ar (DAC). A nova etapa amplia os resultados obtidos na primeira fase e prevê o escalonamento dos materiais desenvolvidos pela equipe do Centro Tecnológico SATC, com testes em escala piloto.

  • Captura direta de CO₂ (DAC)
  • Parceria entre SATC e Repsol Sinopec Brasil
  • Segunda fase do projeto
  • Escalonamento e testes em escala piloto
  • Desenvolvimento de novos materiais de alto desempenho

O Centro Tecnológico (CT) SATC iniciou uma nova etapa do projeto desenvolvido em parceria com a Repsol Sinopec Brasil para o desenvolvimento de materiais aplicados à captura direta de dióxido de carbono (CO2) do ar. A tecnologia é conhecida como Direct Air Capture (DAC). Com duração prevista de 18 meses, projeto inicia segunda fase ampliando os resultados obtidos na primeira etapa.

Durante a fase inicial, a equipe do Núcleo de Energia e Síntese de Produtos (NEP) do CT SATC desenvolveu diferentes materiais adsorventes a partir de resíduos industriais e agroindustriais. As alternativas foram avaliadas com o objetivo de identificar aquelas que apresentaram melhor desempenho na captura de CO2.

A partir dos resultados obtidos, os pesquisadores selecionaram os materiais com maior potencial para avançar na pesquisa. Agora, a segunda fase tem dois objetivos principais. Um deles é o escalonamento dos materiais desenvolvidos anteriormente, com a produção em escala piloto e testes que devem elevar o nível de maturidade tecnológica da solução. Os materiais serão posteriormente avaliados em testes realizados na PUC-RS.

“A primeira fase foi importante para identificar quais materiais apresentavam melhor desempenho e entender o potencial de cada um. Agora, conseguimos avançar para uma etapa mais próxima da aplicação, trabalhando com o escalonamento desses materiais e preparando para novos testes”, explica a pesquisadora do NEP, Beatriz Bonetti.

A segunda frente da pesquisa envolve o desenvolvimento de novos adsorventes de alto desempenho. A proposta considera mudanças observadas no setor, com o crescimento do interesse por materiais estruturados, como membranas e filmes, além dos formatos tradicionalmente utilizados.

Os novos estudos também mantêm o foco no reaproveitamento de resíduos. A ideia é manter a proposta de transformar materiais que seriam descartados em insumos para soluções voltadas à transição energética.