O uso de inteligência artificial nas empresas exige regras claras sobre ferramentas, dados e responsabilidades. O Hub de IA da SATC trabalha a governança como um dos três pilares para apoiar organizações na adoção da tecnologia. A iniciativa orienta empresas na definição de políticas e critérios para o uso seguro e estratégico da IA.

  • Governança no uso da inteligência artificial
  • Proteção de dados e informações estratégicas
  • Definição de regras e responsabilidades
  • Hub de IA da SATC
  • Uso estruturado da tecnologia nas empresas

A inteligência artificial já faz parte da rotina de muitas empresas. Ferramentas que auxiliam na produção de textos, pesquisas, análises e outras atividades estão cada vez mais presentes no ambiente corporativo. Mas, ao mesmo tempo em que ampliam possibilidades, elas também criam uma nova necessidade: estabelecer regras para orientar o uso da tecnologia dentro das organizações.

Para apoiar as empresas nesse processo, a SATC estruturou o Hub de IA para negócios, programa de assinatura que atua em três frentes: treinamento, governança e implantação de projetos de inteligência artificial. A proposta é ajudar as organizações a avançar na adoção da tecnologia de forma estruturada, considerando desde a preparação das equipes até a definição de regras e o desenvolvimento de aplicações práticas.

Na frente de governança, o trabalho parte de uma questão central: o que pode e o que não pode ser feito com inteligência artificial dentro da empresa?

Um colaborador pode utilizar uma ferramenta para resumir um documento, analisar uma apresentação ou organizar informações. Mas é necessário estabelecer se aquele conteúdo pode ser inserido na plataforma, qual ferramenta está autorizada e quem pode realizar determinado tipo de operação.

“Quando a empresa libera uma ferramenta de inteligência artificial, precisa também estabelecer regras para o uso. Não é simplesmente dizer que pode usar. É preciso definir que tipo de informação pode entrar, quem pode utilizar determinada ferramenta e em quais situações”, explica o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha.

O desafio dos dados

A questão ganha relevância porque as empresas lidam diariamente com informações que fazem parte do próprio negócio. Dados de clientes, documentos internos, estratégias comerciais, projetos e outros materiais podem ter caráter estratégico e, por isso, precisam ser considerados nas definições sobre o uso de IA.

Sem orientações claras, diferentes colaboradores podem adotar práticas distintas diante de uma mesma situação. Um profissional pode considerar adequado inserir determinado documento em uma ferramenta, enquanto outro pode entender que aquela informação deveria permanecer restrita.

“Governança é justamente criar clareza. O colaborador precisa saber qual ferramenta pode usar, que tipo de documento pode colocar nela e qual é a finalidade daquele uso. Quando essas regras não existem, cada pessoa acaba tomando sua própria decisão”, acrescenta o consultor.

Por isso, a governança não significa impedir o uso da inteligência artificial. A intenção é estabelecer parâmetros para que a tecnologia possa ser incorporada aos processos da empresa de acordo com critérios previamente definidos.

Saiba mais sobre o Hub de IA da SATC

No Hub de IA para negócios da SATC, a governança é trabalhada junto às demais etapas de adoção da tecnologia. O programa auxilia a empresa na construção de uma política de gestão de IA, com definição de ferramentas, responsabilidades e critérios para utilização.

A estrutura também considera que o uso da inteligência artificial tende a evoluir dentro das organizações. A empresa pode começar com ferramentas disponíveis no mercado e, posteriormente, avançar para assistentes e agentes capazes de executar atividades e fluxos de trabalho mais estruturados. Em cada etapa, surgem novas necessidades relacionadas ao controle e à utilização das informações.

O objetivo é fazer com que essas decisões deixem de depender apenas da interpretação individual dos colaboradores e passem a fazer parte de uma orientação institucional.

“A gente precisa criar um ambiente em que a empresa consiga aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem perder de vista aquilo que é estratégico para o negócio. A governança dá essa estrutura e ajuda a transformar o uso da tecnologia em uma decisão organizacional, e não apenas individual”, destaca o pró-reitor de Pesquisa e Inovação do CT SATC, Luciano Bilessimo.

A governança também se conecta às outras duas frentes trabalhadas pelo Hub. O treinamento prepara os profissionais para compreender as possibilidades da inteligência artificial. A definição de regras estabelece limites e responsabilidades. A partir dessa estrutura, a empresa pode avançar para projetos específicos de aplicação da tecnologia.