A implantação de projetos de inteligência artificial exige mais do que a escolha de uma ferramenta. O Hub de IA da SATC apoia empresas na identificação de oportunidades, realização de testes e avaliação das condições necessárias para aplicar a tecnologia.
Implantação de projetos de inteligência artificial

  • Processos, dados e ferramentas
  • Projetos-piloto e avaliação de resultados
  • Hub de IA da SATC
  • Inovação aplicada às necessidades das empresas

A inteligência artificial abre possibilidades para automatizar atividades, analisar informações e apoiar decisões dentro das empresas. Mas antes de colocar um agente de IA em funcionamento, é preciso avaliar se a organização possui processos, ferramentas e dados capazes de sustentar a solução.

Para apoiar as empresas nesse processo, a SATC estruturou o Hub de IA para negócios, programa de assinatura que atua em três frentes: treinamento, governança e implantação de projetos de inteligência artificial. Nesta última etapa, a proposta é trabalhar junto às organizações na identificação de oportunidades, realização de testes e avaliação das condições necessárias para colocar uma solução em funcionamento.

“Não adianta simplesmente decidir que a empresa precisa de um agente de inteligência artificial. Primeiro precisamos entender qual problema queremos resolver, como aquele processo funciona hoje, quais dados estão disponíveis e quais ferramentas podem ser utilizadas. A tecnologia precisa estar conectada a uma necessidade real do negócio”, explica o consultor de Inovação da SATC, Rafael Rocha.

Começar pelo problema

Um dos riscos na adoção da inteligência artificial é começar pela tecnologia e só depois buscar uma aplicação para ela. A lógica proposta pelo Hub de IA é inversa: compreender a necessidade da empresa, avaliar o processo e, a partir dessas informações, identificar onde a inteligência artificial pode contribuir.

Um agente de IA, por exemplo, pode ser utilizado para realizar atendimentos, enquanto outros projetos podem envolver modelos capazes de analisar informações e identificar padrões de vendas por região, cliente ou canal. Em ambos os casos, porém, é necessário que exista uma estrutura capaz de fornecer as informações e sustentar o funcionamento da solução.

“É como contratar um colaborador e esperar que ele comece a entregar resultado sem dar estrutura, orientação ou informação para trabalhar. Com a inteligência artificial não é diferente. Se não existe um processo claro e dados para suportar aquele projeto, a tecnologia sozinha não vai resolver o problema”, afirma o consultor.

Por isso, antes da implantação, o trabalho envolve avaliar a disponibilidade dos dados, as ferramentas existentes e a aderência da solução ao processo da empresa. A partir dessa análise, podem ser definidos projetos-piloto para testar a aplicação da tecnologia em uma escala controlada.

Do teste à implantação

No Hub de IA da SATC, os projetos passam por uma etapa de experimentação antes de serem ampliados. Durante esse período, são avaliados os resultados obtidos, a aderência da solução e as condições necessárias para sua continuidade.

A proposta é que um agente de IA, por exemplo, não comece atendendo imediatamente toda a demanda de uma empresa. Primeiro, a solução pode ser configurada e testada, permitindo identificar problemas, aprimorar seu funcionamento e avaliar se os resultados correspondem ao que foi planejado.

A implantação também considera a evolução do projeto. Depois dos testes, as soluções que apresentam resultados adequados podem ser ampliadas gradualmente, conforme a estrutura e as necessidades da organização.

Para o Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação do CT SATC, Luciano Bilessimo, esse processo aproxima a experiência da instituição das necessidades encontradas no mercado.

“A aproximação entre conhecimento e mercado faz parte da atuação da SATC. No caso da inteligência artificial, queremos colocar nossa experiência em inovação, tecnologia e pesquisa à disposição das empresas para que elas possam avançar com mais segurança nesse processo de transformação”, destaca.

Com seis meses de duração, o programa prevê o acompanhamento dos projetos-piloto e uma avaliação dos resultados ao final do período. A partir desse diagnóstico, as soluções que apresentarem resultados e condições para continuidade podem avançar para uma etapa de ampliação.