Reconhecido como um dos estilos de dança mais antigos do mundo, o balé surgiu na Itália com o intuito de entreter a realeza da época. No Brasil, a primeira apresentação de balé teve como palco o Real Teatro de São João, no Rio de Janeiro, em 1813, mas só se popularizou cerca de 100 anos depois. Mais do que uma prática artística, este esporte causa benefícios na saúde mental e física dos bailarinos.
A junção do treinamento físico rigoroso dos esportes e dos passos harmoniosos e cheios de sentimento da arte, o balé une características dos dois mundos de forma encantadora, contando histórias e expressando emoções. “O balé é arte e esporte ao mesmo tempo”, ressalta a professora de balé, Keila Machado.
Este estilo de dança é uma forma de expressão artística que ganha vida especialmente nos espetáculos de palco, segundo Keila. A atividade permite o desenvolvimento da força, da flexibilidade, da postura, da coordenação e da disciplina, fatores que contribuem para a saúde física.
Praticar balé colabora para o aprimoramento das habilidades cognitivas e motoras dos dançarinos. Para a professora, o esporte também serve como um recurso terapêutico, ajudando a aliviar o estresse e aumentar a autoestima. “É uma forma prazerosa de aprender algo novo e ter um hobby que alia saúde e arte”, completa.
Desde pequena, a estudante e bailarina, Rayka Nazário, assistia peças de balé na televisão e adorava imaginar que um dia viveria aquilo. No entanto, não havia estúdios de dança na cidade em que a estudante morava na época.
Depois de alguns anos, com a abertura de uma escola de balé perto da casa da bailarina, a aluna decidiu iniciar as aulas e desenterrar o sonho que há muito tempo havia sido guardado. “Senti grandes mudanças tanto no físico quanto no mental, especialmente pela forma que as aulas são conduzidas”, pontua a bailarina.
Apesar de não ter interesse em seguir uma carreira profissional, Rayka mantém o balé como refúgio pessoal. “Sonho em dançar algumas variações de repertório, que sempre admirei desde a minha infância”, destaca.

Arquivo pessoal: Rayka Nazário
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